A organização de direitos humanos com sede em Genebra publicou um relatório conjunto de 30 páginas com a Human Rights Foundation e o Raoul Wallenberg Center for Human Rights avaliando candidatos a assentos no Conselho. O relatório lista Bolívia, Costa do Marfim, Nepal, Malawi, México, Senegal e Ucrânia como tendo credenciais “questionáveis” devido a violações problemáticas a direitos humanos e registros de votação da ONU que precisam ser melhorados. O relatório deu classificações “qualificadas” apenas para o Reino Unido e a França.

A Human Rights Watch apontou um apelo sem precedentes de 50 especialistas da ONU em 26 de junho por “medidas decisivas para proteger as liberdades fundamentais na China”, alertando sobre as violações em massa dos direitos em Hong Kong e no Tibete e também contra a minoria étnico-religiosa uigur na província chinesa de Xinjiang como ataques a defensores de direitos, jornalistas, advogados e críticos do governo. O apelo foi repetido por mais de 400 grupos da sociedade civil de mais de 60 países.

O Conselho de Direitos Humanos da ONU pode apontar abusos e tem monitores especiais vigiando determinados países e questões. Também analisa periodicamente os direitos humanos em cada país membro da ONU.

Criado em 2006 para substituir uma comissão desacreditada por causa do histórico insatisfatório de alguns membros, o novo conselho logo enfrentou as mesmas críticas.

Em junho de 2018, os Estados Unidos anunciaram sua retirada do Conselho, em parte porque consideravam o órgão um fórum de hipocrisia sobre os direitos humanos, mas também pelo Conselho ser anti-Israel.

*conexaopolitica.com.br

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